quinta-feira, 10 de dezembro de 2015


LAMA BRASIL

A lama que escorre de Mariana
Dezenas de vida ceifou
Inda procuram culpados
Pra negligência acontecida,  e para sanar a dor.

A lama que escorre do Congresso Nacional
Fede muito, é imoral

Está afundando o país inteiro
Uma coisa sem igual.

Quanto mais se passa o rodo
Mais lamaçal aparece
Mais o país empobrece
Paralisia total.

Nada se equilibra na lama
Ela está muito profunda
E quanto mais se passa o rodo
Mais a lama se acumula.

Não há um  dia de sol
Só previsões climáticas ruins:
Só chuva, lama, esgoto estourado
E nesse “porco” cenário
Ninguém consegue dormir.
Estou esperando  um dia o sol nascer...
e endurecer o lamaçal
Para poder plantar as sementes:
Da honestidade, da ética e da sabedoria
Na lama do Congresso Nacional.







quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

PEDIDO DE SOCORRO A DEUS

Senhor, meu Deu, meu Pai
Protegei meus irmãos, teus filhos...
Não deixai que o mal os derrube
não deixai que o mal escarneça de ti
Tirando o sangue e a vida de tantos inocentes.

Tirai do coração dos homens a ganância, a maldade
                                                           A   perversão,
Transformando tudo isso em pó.
 E dai aos nossos governantes a sabedoria
Para pensar no bem do povo e não cair na rede da corrupção.

Teus filhos sofrem, teus filhos tem fome e sede de justiça, teus filhos gritam
Teus filhos sangram e são bárbaramente esquartejados e degolados
                                                              Nãos mãos do mal,
Mas não deixam de acreditar em ti, na tua misericórdia,
                                                       E que o protegerá.

Mostrai, senhor, tua força!
Extirpa do mundo toda forma de opressão, escravidão, tirania, abuso,
                                                        Fome ou miséria, enfim, toda mazela,
Para que, os que sofrem, principalmente velhos, crianças e mulheres,
                        Vítimas da violência em todo o mundo, e até no meu país, o Brasil,
Possam finalmente provar do sabor de ser feliz, da liberdade e da paz.

Amem.

Teu filho


segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

VOCÊ É FRUTA

Uma criança e idade escolar, chega ao pai e pergunta:
- Papai, você é fruta?
O pai responde:
_ Não, minha filha, por quê?
A filha responde:
- É que mamãe estava conversando no fundo do muro com o vizinho, e eu ouvi ela dizer
   prá ele que você era um banana.

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

MILAGRES DO AMOR DE MÃE


Você vai deixar ela aí, sozinha, moço? A mãe me perguntou, quando sua filhinha de um ano e meio, foi colocada na pedra do IML, uma espécie de balcão de aço com uma pia, onde o médico legista faz a necropsia. A criança havia sido vítima fatal de choque elétrico. O fato aconteceu quando a mãe preparava em sua casa o leite para dar à criança, e havia deixado a criança na sala, e essa, sem noção do perigo, puxou o fio da televisão colocando os dedos no plugue da tomada, levando um tremendo choque, vindo a óbito quando era socorrida ao hospital da cidade. Eram 22:00 horas quando o corpo chegou na Delegacia. Era dia das crianças, 12 de outubro de 2014, um domingo. Respondi àquela mãe que se encontrava em desespero naquele momento, que o corpo da sua criança teria que ficar ali, para ser periciado no dia seguinte, pois não se fazia necropsia a noite. O corpo da criança estava envolto em um lençol branco que lhe cobria todo o pequeno corpo e o rosto. A mãe, num desespero só, pediu que eu pelo menos tirasse o pano do rosto de sua filhinha, pois a sua filhinha poderia despertar, ressuscitar, e o pano poderia sufoca-la quando ela acordasse. Fiquei comovido com aquele pedido, e quase sem falar, com os olhos se enchendo de lágrimas, fui até onde estava a criança e retirei o pano do rosto da mesma. Era uma menina linda, uma pele amorenada, olhinhos repuxados, boca pequena, mas estava com os cabelos negros desgrenhados em virtude do choque e a ponta dos dedos estavam um tanto quanto arroxeados. Convenci àquela mãe desesperada para ir para casa, e voltar pela manhã, horário da perícia, pois precisava fechar o IML. Quando eu ia fechando o IML, aquela mãe não se conteve, pedindo que eu deixasse a porta aberta, pois sua criança tinha medo de ficar sozinha, e que se ela acordasse iria ficar chorando, cair da mesa e se ferir. Para ela, a sua criança ainda estava viva, estava só dormindo. A esse pedido comecei a chorar, não suportando a dor daquela mãe. O desespero, o inconformismo com a morte da sua filhinha estava presente em seu rosto. Mesmo com o coração partido, fechei a porta do IML, desligando as luzes, indo logo após para o meu plantão no Cartório da Delegacia, que ficava em frente ao local reservado para perícia médico legal. Por volta das 03:00 horas, ao sair um pouco de dentro daquele ambiente insalubre da Delegacia, ao olhar para o IML, vi uma luz azul saindo de dentro do local, muito cintilante, pelo vidro da janela. Me aproximei devagar, para ver o que estava acontecendo, e ao encostar o rosto na janela, a criança estava sentadinha na pia, sorrindo, e uma mulher, envolta em luz, dando papinha na boca da criança, com os dedos. Saí em desespero com aquela visão, e fui chamar um colega que estava dormindo no Plantão, e ao contar o ocorrido para ele, o mesmo ficou assustado, e decidimos ir ver realmente o que estava ocorrendo. Quando abrimos a porta do IML, a criança estava no mesmo local, enrolada no pano, sem vida, mas com um sorriso nos lábios, a boca suja de leite, e, ao lado dela, um papeiro de barro, sujo, deixado por aquele anjo, aquela senhora nossa. Quando amanheceu, a mãe da criança chegou e eu contei o que havia ocorrido na madrugada, e ela emocionada me disse que as três horas da manhã, era o horário que a criança acordava para tomar o seu leite. Fiquei muito impressionado com aquela revelação. A família levou a criança para enterrá-la e passou-se um ano e sete meses. Encontrei novamente por acaso, aquela mãe que havia perdido a filha, e ela estava sorridente, já com outra criança nos braços, muito feliz. Quando ela me mostrou a criança, dizendo que havia engravidado um mês depois da perda, quase caio de costas, a criança que estava nos braços daquela mãe, era a cópia fiel daquela que havia morrido eletrocutada, até as manchas das pontas dos dedos causadas pelo choque ela possuía. Saí dali, muito feliz, pois presenciei um milagre, e foi até a Igreja agradecer a Nossa Senhora por aquela bênção. Daquele dia em diante, comecei a frequentar a Igreja Santa Rita de Cassia em meu bairro e a participar do terço dos homens. E é isso. Estou muito feliz, pois Deus também é mãe.

domingo, 6 de julho de 2014

SANTA DULCE

Mais uma estrela
Para clarear a noite
Nasceu nos céus da Bahia.

Ela é uma flor pequena
Que surgiu nos céus serena
Já quando raiava o dia.

O seu véu de tom escuro
Esconde um brilho fulgaz
Uma estrela da bondade
A irmanar amor e paz.

Foi humana como nós
Mas sofreu mais que a gente
Em suas mãos nada tinha
Que fosse dela somente.

Era irmã  era cristã
Irmã Dulce se chamava
Nunca fez mal, só o bem
A todos que a procuravam.

Santa viva dos baianos
Tão pequena e tão gigante
Teus filhos oram por ti
Que adormeceu por instantes.




sexta-feira, 20 de junho de 2014

DIÁLOGO DOS SANTOS

- Filho, vês como o mundo está?
-  Vejo, Pai, dá vontade de chorar.

- Filho,ves como andas o homem?
- Vejo, pai, uns riem tristes
         Outros choram de fome.
-A fome e a miséria o mundo assola
        Quem teve alguma coisa outrora
         Hoje padece na esmola.

 -Pai, não vou suportar
     Quero ao teu seio voltar.
Há tanto sofrimento, tanta dor...
      Crianças famintas choram
      Mães á morte imploram
      Pais sem trabalhar.

- Filho, sejais corajoso...
        Não querais recuar, é impossível.
        Meu coração com isso sangra
        Mas nada posso fazer.

- Pai! assim não dá!
        Todos querem a salvação
         Mas por ela, ninguem quer lutar.

- Nasce uma ferida a cada dia
         no seio da minha mãe, no seio de Maria.

- Eu falo, imploro, de tristeza choro
      Mas ninguem me ve,
       Ninguem quer me escutar.

- A voz da verdade meu peito agita
        Ando milhas pregando a vida
        E de mim querem zombar

- Tua palavra, meu pai, virou negócio
      Igrejas,  são mais consorcios
      Para o povo enganar.
Poucas praticam o amor,  a caridade
        Só veem a sua frente dinheiro e vaidade
       O anverso do que o pai pregou.

_ Pai,quero ao teu seio voltar
       Se extinguiu a esperança
       De o mundo me escutar.






 

L Ú C I A

Nao consigo entender esta paixão que me devora
Por mais que eu tente me esconder prá não te ver,
Por mais que eu tente me conter prá te esquecer
Por maisque eu tente não dá, Lúcia, e agora?

Voce foi a fantasia que sonhei
E hoje, mesmo desiludido,
Não consigo acordar prá realidade.

Mesmo sozinho,
Eu te digo adeus, óh doce Lúcia,
Porque não sei o que fazer prá te agradar,
Nem sequer uma esperança a mais me resta...
Tenho que fugir de ti, preciso respirar.

Adeus, adeus,adeus.

quinta-feira, 19 de junho de 2014

SER MÃE

E lá estava ele impassível
A fitar o impossível
Sonhando um dia chegar.
Mas, eras tão criança, Zé, tão pequenino,,,
Eras tão criança prá sonhar...
Sonhar... sonhar...Zé! acorda!
Zé filhinho, vem deitar!...

Sair...sair prá quê?
Deita
r, dormir...que coisa incômoda,
Zé preferia morrer a sair
Zé tinha, tinha que ver...

O dia passava, e, à noite
Como uma sombra na sombra
Lá ficava Zé, sempre impassível
A fitar a imensidão do céu
O sussurrar do vento
A sentir o balouçar das flores
E a dizer em sofrimento:
"Papá, Ppá...vem prá cá!"

Ai! pobre Zé, pobre criança humilde,
Pobre vida miserável vida
Pobre escarro de um ébrio qualquer...
Aquela alí, tão triste a fitar
                                   no horizonte
Um homem magro e um madeiro
E atrás dele um mundo inteiro
A gritar: "Matemo-no!",

E a mãe do Zé que nada via
Gritava da cozinha aflita:
"Ze, filhinho, vem jantar...
Cê precisa de comer...
Zé, Zé,...tu vai morrer...
Não vê que ele não vem?...
Zé, filhinho, vem comer!"

Mas Zé nada mais escutava
Nada mais ouvia, nada mais falava.
Zé parou de vez, e dos lábios
Apenas um sorriso de adeus,
                             Deixou prá nós.

Dos olhos do Zé o cristalino brilho
Revia cenas de morrer:
Zé viu o pai sendo crucificado
Zé viu o olhar do pai, tão magoado
Zé viu seu pai chorar sem ninguêm vê.

Zé viu, Zé viu, sim,,,
E Zé, tão pequenino então, morreu de medo
E se escondeu da vida prá fugir dos homens:
Os mesmos homens que mataram o pai.

Hoje é a mãe do Zé que anda assim, aflita
Buscando o pai aparecer
E trazer seu filho que a deixou sozinha
Prá brincar de se esconder.

quarta-feira, 18 de junho de 2014

PARA MEU AMOR, LUCIA

Aliei-me a ti, coração
Para que a minha vida
Não tenha mais solidão,

Sou um sonhador, e como tal
Fui buscar no infinito algo impossível:
                                              Voce.

Hoje partilhamos juntos a mesma vida
A mesma cama, as mesmas carícias...
           As mesmas confideñcias.

Fiz de ti a água que mata a minha sede
Minha sombra em dias de muito sol
Meu descanço em dias de cansaço e,
Minha alegria nos momentos de tristeza.

voce, coraçao, é o  "eu" que me faltava,
O motivo da minha própria existencia.

Junto a ti, meu Deus me fez mais forte.
E quando não houver
Mais luz no fim do túnel
Olharei teus lindos olhos e prosseguirei, com fé e feliz
                                        Pois sei
Que nunca estarei sozinho.

E assim, quando passarem os dias de tormento
E a luz então brilhar no firmamento,
Darei graças aos céus, por tão lindo momento
E te abraçarei feliz, porque te amo.

E ontem, completamos 25 anos de casados
E te mandei  de presente milhões de abraços e beijos.
Se nao chegou é que o carrinho do papai Noel não suportou o peso e quebrou.
Portanto, paciencia. Te amo.


OS OLHOS MEUS

Dos meus olhos uma lágrima
Desceu veladamente
          e triste
molhou os olhos meus.

As menins dos meus olhos
Antes alegres, contentes
Choravam penosamente
Um amor que não nasceu.

Ai! olhos pobres cansados e oprimidos
     Nunca os vi tão tristes, tão sofridos
Pobres olhos cansados e oprimidos.

Nenhuma luz a mais os alumia
     Nada mais os faz ficarem  contentes
     É como se morressem de insônia
     Ou de uma qualquer febre intermitente.

Nunca os olhos meus ficaram tão mais
                                       Tristes...
        Nunca o brilho deles por alguém cedeu
       Como cede hoje, como cede agora
       Por um amor que jaz, aqui, no peito meu.

Não adiantam as cores de vida
       Não adianta do pássaro o cantar
       Não adiantam os afagos da amante
       Nem o desejo da carne a chamar.

Nada tem mais sentido nesta vida
       Se o amor verdadeiro está ferido
       Só se alegrarão meus olhos tão sofridos
       O dia em que o amor for convivido.


A DIFERENÇA DO BEIJO


UM DIA ALGUÉM PERGUNTOU
QUAL SERIA A DIFERENÇA
DE UM BEIJO COMUM
PARA UM BEIJO DE AMOR.

E EU RESPONDI
QUE UM BEIJO COMUM
NÃO POSSUI A DOÇURA
NÃO NOS TRAZ EMOÇÃO
COMO O BEIJO DE AMOR.

UM BEIJO COMUM
NÃO NOS DÁ PLENA FELICIDADE
NÃO NOS DEIXA SAUDADES
COMO O BEIJO DE AMOR.

UM BEIJO COMUM
NÃO NOS FAZ FLUTUAR
NÃO NOS FAZ PAIRAR NO AR
A ALGUNS CENTÍMETROS DO CHÃO.

SOMENTE O BEIJO DE AMOR
PREENCHE OS CINCO SENTIDOS
E FICAMOS TÃO EMBEVECIDOS
QUE NÃO SENTIMOS NEM DOR

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

PÁSSARO DO TEMPO

Eu sou um pássaro
Que no céu deserto
Viu o chão aberto
Vu fogo sem fm.

Eu sou um pássaro
Que d'uma núvem escondida
Viu Deus com a mão erguida
Fazendo a via sugir.

Eu sou um pássaro
Que da linha do horizonte
Avistou um vulto errante:
Caim fugindo de si.

Eu sou um pássaro
Que d'uma colina de flores
Viu o Cristo dos amores
Pregando o nome do pai.

Eu sou um pássaro
Que d'uma floresta
Viu homens nus fazerem festa
Para o seu descobridor.

Eu sou um pássaro
Que na Africa escura
Viu negros serem caçados
Para trabalhar na agricultura.

Eu sou um pássaro da terra.
Vi a primeira Guerra.
Vi a maldade surgir.
Vi Hitler nascer
Fazer a segunda guerra
E a morte o consumir.

Vi o Japão assolar o Oriente
Vi aviões, vasos de guerra
Sangue e corpos sobre  as pedras
Vi o irmão se consumir.

Vi a maior bomba ser lançada
Vi Hiroshima arrasada
Vi Nagasack inexistir.

Vi findar a segunda guerra
Vi paz aqui guerra ali.

Sou um pássaro da terra
Uns me chamam tempo
Outros me chamam hera
Eu sou o passado e o porvir.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

CARTA SOLIDÃO -1980 ( custou, mas hoje sou feliz com ela

Juazeiro, 14 de janeiro de 1980

Ressoam-me amargas no pensamento
(Não é de tristeza que escrevo lendo)
Aquelas palavras tão cruéis prá mim
Que você falou assim tão friamente
Fazendo dos meus lábios a cor fugir:
"Namoro com qualquer um, menos com ele"
Foram palavras para me matar
Fugir de mm todas as esperanças
Uma frase dura que me fez gelar.
Agora, neste quarto um tanto escuro
Ambiente propício aos que tem dor
Eu via alguém beijá-la falsamente
E tu correspondias...correspondias, amor.
Hoje, me despeço com um adeus simples
Porque nestas linhas não dá prá contar
A desesperança que tive da vida
Ao prender meu peito neste teu olhar.
Adeus, amor.

ESSA DOR

Ai, essa dor
Que me consome o peito
Que me faz perfeito
Me faz sofredor.
E chega de repente
Machucando a gente
Trazendo calor.

Ai, essa dor
Que sempre me entristece
Que Não me aborrece
Que me causa ardor.
Que chega tristemente
Arrebatando a mente
Sem maior fulgor.

Ai, essa dor
Que me aperta o peito
Que me tem despeito
Que se diz amor.
Que faz o meu ciume
Subir ao cume
Se sozinho estou.

JESUS AQUI (VERSO)

Jesus entrou aqui
E deixou tanta luz no seu passar
Que até mesmo as sombras,
Que eram só sombras
Estão também a brilhar.

SOMALIA (1992)

Óh, meu Deus, por que permite
Que sob o sol depositem
Cadáveres de filhos teus?...

Não Vês como dói a morte
Desses filhos tão sem sorte
Tão sofridos, óh, meu Deus?...

Não bastam a sede e a fome?
Não basta o sol torricante
Sobre os teus filhos zumbis?!

Por que agora essa guerra
A castigar essa tessa
A matar e a ferir?...

Quando o sol atina no horizonte
Dessa Região tão tórrida e cruel
Vejo um filho teu jogado ao léu, morrer...
Sair daquele inferno prá ganhar o céu.

CRIME HEDIONDO

As árvores balançavam
Os pássaros cantavam
Numa paz serena
De harmonia Santa.

A natureza era só vida
Sem nenhuma só ferida
Aquela paz retirar.
Foi quando num baque surdo
Um tiro ecoou no mundo
Fazendo tudo tremer.

E a avezinha, que antes cantava
No mais alto galho do tamarineiro,
Sentiu que as pernas lhe faltavam
As asas não lhe obedeciam
Viu ao redor escurecer.

         E caiu.

Do mais alto galho do tamarineiro
Um corpinho despencava inerte
Com o  olhar triste no céu
Como ao se perguntar:
"Meu Deus...por quê....por que, meu Deus?...

E ao chegar ao chão aquele corpinho
Cinco dedos gigantescos lhe apertaram o corpo
Mais cinco lhes despiram as penas
E lhe atiraram a cabeça fora.

Depois desse crime hediondo
O monstro humano saiu a sorrir,
A procurar mais vítimas
Para aplacar sua gana.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

AO PROFESSOR

Ah, quem dera
Chegar eu um dia a tu, mestre, e com carinho
Prostrar-me aos teus pés e te agradecer
Tudo que um dia tu me  destes
Pois me destes nova vida
Me ensinastes- a ler.

COMENTÁRIO EM VERSO

Existe um defeito em mim
Que é tão perfeito que nem sinto
parece ser qualidade
Ou algo muito parecido