Mais uma estrela
Para clarear a noite
Nasceu nos céus da Bahia.
Ela é uma flor pequena
Que surgiu nos céus serena
Já quando raiava o dia.
O seu véu de tom escuro
Esconde um brilho fulgaz
Uma estrela da bondade
A irmanar amor e paz.
Foi humana como nós
Mas sofreu mais que a gente
Em suas mãos nada tinha
Que fosse dela somente.
Era irmã era cristã
Irmã Dulce se chamava
Nunca fez mal, só o bem
A todos que a procuravam.
Santa viva dos baianos
Tão pequena e tão gigante
Teus filhos oram por ti
Que adormeceu por instantes.
domingo, 6 de julho de 2014
sexta-feira, 20 de junho de 2014
DIÁLOGO DOS SANTOS
- Filho, vês como o mundo está?
- Vejo, Pai, dá vontade de chorar.
- Filho,ves como andas o homem?
- Vejo, pai, uns riem tristes
Outros choram de fome.
-A fome e a miséria o mundo assola
Quem teve alguma coisa outrora
Hoje padece na esmola.
-Pai, não vou suportar
Quero ao teu seio voltar.
Há tanto sofrimento, tanta dor...
Crianças famintas choram
Mães á morte imploram
Pais sem trabalhar.
- Filho, sejais corajoso...
Não querais recuar, é impossível.
Meu coração com isso sangra
Mas nada posso fazer.
- Pai! assim não dá!
Todos querem a salvação
Mas por ela, ninguem quer lutar.
- Nasce uma ferida a cada dia
no seio da minha mãe, no seio de Maria.
- Eu falo, imploro, de tristeza choro
Mas ninguem me ve,
Ninguem quer me escutar.
- A voz da verdade meu peito agita
Ando milhas pregando a vida
E de mim querem zombar
- Tua palavra, meu pai, virou negócio
Igrejas, são mais consorcios
Para o povo enganar.
Poucas praticam o amor, a caridade
Só veem a sua frente dinheiro e vaidade
O anverso do que o pai pregou.
_ Pai,quero ao teu seio voltar
Se extinguiu a esperança
De o mundo me escutar.
- Vejo, Pai, dá vontade de chorar.
- Filho,ves como andas o homem?
- Vejo, pai, uns riem tristes
Outros choram de fome.
-A fome e a miséria o mundo assola
Quem teve alguma coisa outrora
Hoje padece na esmola.
-Pai, não vou suportar
Quero ao teu seio voltar.
Há tanto sofrimento, tanta dor...
Crianças famintas choram
Mães á morte imploram
Pais sem trabalhar.
- Filho, sejais corajoso...
Não querais recuar, é impossível.
Meu coração com isso sangra
Mas nada posso fazer.
- Pai! assim não dá!
Todos querem a salvação
Mas por ela, ninguem quer lutar.
- Nasce uma ferida a cada dia
no seio da minha mãe, no seio de Maria.
- Eu falo, imploro, de tristeza choro
Mas ninguem me ve,
Ninguem quer me escutar.
- A voz da verdade meu peito agita
Ando milhas pregando a vida
E de mim querem zombar
- Tua palavra, meu pai, virou negócio
Igrejas, são mais consorcios
Para o povo enganar.
Poucas praticam o amor, a caridade
Só veem a sua frente dinheiro e vaidade
O anverso do que o pai pregou.
_ Pai,quero ao teu seio voltar
Se extinguiu a esperança
De o mundo me escutar.
L Ú C I A
Nao consigo entender esta paixão que me devora
Por mais que eu tente me esconder prá não te ver,
Por mais que eu tente me conter prá te esquecer
Por maisque eu tente não dá, Lúcia, e agora?
Voce foi a fantasia que sonhei
E hoje, mesmo desiludido,
Não consigo acordar prá realidade.
Mesmo sozinho,
Eu te digo adeus, óh doce Lúcia,
Porque não sei o que fazer prá te agradar,
Nem sequer uma esperança a mais me resta...
Tenho que fugir de ti, preciso respirar.
Adeus, adeus,adeus.
Por mais que eu tente me esconder prá não te ver,
Por mais que eu tente me conter prá te esquecer
Por maisque eu tente não dá, Lúcia, e agora?
Voce foi a fantasia que sonhei
E hoje, mesmo desiludido,
Não consigo acordar prá realidade.
Mesmo sozinho,
Eu te digo adeus, óh doce Lúcia,
Porque não sei o que fazer prá te agradar,
Nem sequer uma esperança a mais me resta...
Tenho que fugir de ti, preciso respirar.
Adeus, adeus,adeus.
quinta-feira, 19 de junho de 2014
ZÉ
E lá estava ele impassívelA fitar o impossível
Sonhando um dia chegar.
Mas, eras tão criança, Zé, tão pequenino,,,
Eras tão criança prá sonhar...
Sonhar... sonhar...Zé! acorda!
Zé filhinho, vem deitar!...
Sair...sair prá quê?
Deita
r, dormir...que coisa incômoda,
Zé preferia morrer a sair
Zé tinha, tinha que ver...
O dia passava, e, à noite
Como uma sombra na sombra
Lá ficava Zé, sempre impassível
A fitar a imensidão do céu
O sussurrar do vento
A sentir o balouçar das flores
E a dizer em sofrimento:
"Papá, Ppá...vem prá cá!"
Ai! pobre Zé, pobre criança humilde,
Pobre vida miserável vida
Pobre escarro de um ébrio qualquer...
Aquela alí, tão triste a fitar
no horizonte
Um homem magro e um madeiro
E atrás dele um mundo inteiro
A gritar: "Matemo-no!",
E a mãe do Zé que nada via
Gritava da cozinha aflita:
"Ze, filhinho, vem jantar...
Cê precisa de comer...
Zé, Zé,...tu vai morrer...
Não vê que ele não vem?...
Zé, filhinho, vem comer!"
Mas Zé nada mais escutava
Nada mais ouvia, nada mais falava.
Zé parou de vez, e dos lábios
Apenas um sorriso de adeus,
Deixou prá nós.
Dos olhos do Zé o cristalino brilho
Revia cenas de morrer:
Zé viu o pai sendo crucificado
Zé viu o olhar do pai, tão magoado
Zé viu seu pai chorar sem ninguêm vê.
Zé viu, Zé viu, sim,,,
E Zé, tão pequenino então, morreu de medo
E se escondeu da vida prá fugir dos homens:
Os mesmos homens que mataram o pai.
Hoje é a mãe do Zé que anda assim, aflita
Buscando o pai aparecer
E trazer seu filho que a deixou sozinha
Prá brincar de se esconder.
quarta-feira, 18 de junho de 2014
PARA MEU AMOR, LUCIA
Aliei-me a ti, coração
Para que a minha vida
Não tenha mais solidão,
Sou um sonhador, e como tal
Fui buscar no infinito algo impossível:
Voce.
Hoje partilhamos juntos a mesma vida
A mesma cama, as mesmas carícias...
As mesmas confideñcias.
Fiz de ti a água que mata a minha sede
Minha sombra em dias de muito sol
Meu descanço em dias de cansaço e,
Minha alegria nos momentos de tristeza.
voce, coraçao, é o "eu" que me faltava,
O motivo da minha própria existencia.
Junto a ti, meu Deus me fez mais forte.
E quando não houver
Mais luz no fim do túnel
Olharei teus lindos olhos e prosseguirei, com fé e feliz
Pois sei
Que nunca estarei sozinho.
E assim, quando passarem os dias de tormento
E a luz então brilhar no firmamento,
Darei graças aos céus, por tão lindo momento
E te abraçarei feliz, porque te amo.
E ontem, completamos 25 anos de casados
E te mandei de presente milhões de abraços e beijos.
Se nao chegou é que o carrinho do papai Noel não suportou o peso e quebrou.
Portanto, paciencia. Te amo.
Para que a minha vida
Não tenha mais solidão,
Sou um sonhador, e como tal
Fui buscar no infinito algo impossível:
Voce.
Hoje partilhamos juntos a mesma vida
A mesma cama, as mesmas carícias...
As mesmas confideñcias.
Fiz de ti a água que mata a minha sede
Minha sombra em dias de muito sol
Meu descanço em dias de cansaço e,
Minha alegria nos momentos de tristeza.
voce, coraçao, é o "eu" que me faltava,
O motivo da minha própria existencia.
Junto a ti, meu Deus me fez mais forte.
E quando não houver
Mais luz no fim do túnel
Olharei teus lindos olhos e prosseguirei, com fé e feliz
Pois sei
Que nunca estarei sozinho.
E assim, quando passarem os dias de tormento
E a luz então brilhar no firmamento,
Darei graças aos céus, por tão lindo momento
E te abraçarei feliz, porque te amo.
E ontem, completamos 25 anos de casados
E te mandei de presente milhões de abraços e beijos.
Se nao chegou é que o carrinho do papai Noel não suportou o peso e quebrou.
Portanto, paciencia. Te amo.
OS OLHOS MEUS
Dos meus olhos uma lágrima
Desceu veladamente
e triste
molhou os olhos meus.
As menins dos meus olhos
Antes alegres, contentes
Choravam penosamente
Um amor que não nasceu.
Ai! olhos pobres cansados e oprimidos
Nunca os vi tão tristes, tão sofridos
Pobres olhos cansados e oprimidos.
Nenhuma luz a mais os alumia
Nada mais os faz ficarem contentes
É como se morressem de insônia
Ou de uma qualquer febre intermitente.
Nunca os olhos meus ficaram tão mais
Tristes...
Nunca o brilho deles por alguém cedeu
Como cede hoje, como cede agora
Por um amor que jaz, aqui, no peito meu.
Não adiantam as cores de vida
Não adianta do pássaro o cantar
Não adiantam os afagos da amante
Nem o desejo da carne a chamar.
Nada tem mais sentido nesta vida
Se o amor verdadeiro está ferido
Só se alegrarão meus olhos tão sofridos
O dia em que o amor for convivido.
Desceu veladamente
e triste
molhou os olhos meus.
As menins dos meus olhos
Antes alegres, contentes
Choravam penosamente
Um amor que não nasceu.
Ai! olhos pobres cansados e oprimidos
Nunca os vi tão tristes, tão sofridos
Pobres olhos cansados e oprimidos.
Nenhuma luz a mais os alumia
Nada mais os faz ficarem contentes
É como se morressem de insônia
Ou de uma qualquer febre intermitente.
Nunca os olhos meus ficaram tão mais
Tristes...
Nunca o brilho deles por alguém cedeu
Como cede hoje, como cede agora
Por um amor que jaz, aqui, no peito meu.
Não adiantam as cores de vida
Não adianta do pássaro o cantar
Não adiantam os afagos da amante
Nem o desejo da carne a chamar.
Nada tem mais sentido nesta vida
Se o amor verdadeiro está ferido
Só se alegrarão meus olhos tão sofridos
O dia em que o amor for convivido.
Assinar:
Postagens (Atom)
