Tristeza de rara beleza
Tristeza de solidão
Tristeza chama infinita
Que punge meu coração.
Estou solitário nesta via
Tenho a tristeza como amiga
Como guarda - uma canção.
O amor em mim insiste...resiste
por fim
Tomba no chão.
Pálida, inerte
Arqueja ainda a solidão
Que leva entre os dentes a flor
O mel da imaginação
Pousando viscoso e triste
O talo na minha mão.
Que fazer? Planta, irmão
Planta em um solo que sofre
Semeado em aflição
E talvez essa tristeza
Dê ao chão deste sertão
Aquela cor de violeta
Em que jaz o seu coração.
A tristeza habita as profundezas
Existe em qualquer local
Qualquer irmão
Até em corações apaixonados
Mesmo em corações desesperados
Mesmo no meu coração.
quarta-feira, 6 de abril de 2011
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