quarta-feira, 6 de abril de 2011

TRISTEZA

Tristeza de rara beleza
Tristeza de solidão
Tristeza chama infinita
Que punge meu coração.

Estou solitário nesta via
Tenho a tristeza como amiga
        Como guarda - uma canção.

O amor em mim insiste...resiste
                 por fim
            Tomba no chão.

Pálida, inerte
Arqueja ainda a solidão
Que leva entre os dentes a flor
              O mel da imaginação
Pousando viscoso e triste
O talo na minha mão.

Que fazer? Planta, irmão
Planta em um solo que sofre
Semeado em aflição
E talvez essa tristeza
Dê ao chão deste sertão
Aquela cor de violeta
Em que jaz o seu coração.

A tristeza habita as profundezas
Existe em qualquer local
                Qualquer irmão
Até em corações apaixonados
Mesmo em corações desesperados
Mesmo no meu coração.

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